#prontofalei – Justiça Eleitoral terá muito trabalho

Daqui a três meses e meio a população de Araxá vai às urnas eleger prefeito, vice e vereadores. O prefeito Aracely de Paula não pode concorrer ao cargo novamente, pois já foi reeleito em 2016. Já na Câmara Municipal, 13 dos 15 vereadores tentarão um novo mandato. Com o fim das coligações nas eleições proporcionais, os partidos políticos tiveram que trabalhar dobrado para formar suas próprias chapas de pré-candidatos a vereador. Essa nova regra fará com que, após as convenções partidárias, Araxá tenha um número recorde de postulantes ao Legislativo.

 

A eleição deste ano é a primeira a ser realizada após o fim das coligações proporcionais. Essa mudança também vai interferir diretamente na quantidade de candidatos a prefeito. As confirmações das candidaturas ao Executivo só acontecem nas convenções partidárias, que serão realizadas de 31 de agosto a 16 de setembro. De olho em mais cadeiras na Câmara Municipal, a nova tendência é que mais partidos tenham os seus próprios candidatos a prefeito para tentar atrair mais votos de legenda. Diante dessa nova realidade, o número de candidatos a prefeito de Araxá também pode ser recorde.

 

Uma frase que a gente vê muito em ano eleitoral é essa: “voto não tem preço, tem consequência”. E é verdade. Durante muitos anos, em diversas regiões do país, ganhava eleição quem comprava mais votos. O vencedor não tinha nenhum compromisso com o eleitor que recebeu alguma vantagem indevida para votar nele. Não é coincidência os estados e municípios conhecidos tradicionalmente pela compra de votos apresentarem os piores índices do Brasil em todos os aspectos. Campanhas de conscientização do Ministério Público e da Justiça Eleitoral aliadas ao advento das novas tecnologias fizeram com que a população passasse a entender melhor a importância do voto.

 

A pandemia do novo coronavírus, que virou a nossa vida de cabeça para baixo, pode afastar das urnas os eleitores dos grupos de risco que estão em isolamento social. A Justiça Eleitoral estuda quais medidas adotar para diminuir os riscos de contágio durante a votação. O voto biométrico, certamente, será abolido da eleição deste ano. Máscaras e álcool em gel serão vistos em todas as seções eleitorais, assim como um maior distanciamento entre os eleitores nas filas de votação. A pandemia também trará mudanças às campanhas eleitorais, que devem ser menos presenciais e mais virtuais. E as redes sociais, que já estão bastante complicadas, devem ser tornar ambientes muito piores quando os exércitos de robôs aparecerem para atacar candidatos. A Justiça Eleitoral terá muito trabalho para colocar ordem no mundo virtual. #Eleições2020

 

Coluna #prontofalei publicada na edição nº 3825 do jornal Correio de Araxá em 1º de agosto de 2020

 

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