#prontofalei – Não adianta ter empregos se não tiver qualificação profissional

Uma das consequências mais terríveis para o povo brasileiro da crise causada no país pela corrupção e pela falta de gestão do governo da petista Dilma Rousseff é o desemprego. Apesar da taxa de desemprego ter caído 12,5% no primeiro trimestre deste ano, o Brasil ainda tem 13 milhões de desempregados. É muita gente. E o país ainda possui cerca de 37 milhões de pessoas trabalhando na informalidade, ou seja, sem carteira assinada. Quando o ex-presidente-tampão Michel Temer sancionou a cruel lei da terceirização e a reforma trabalhista ditada por banqueiros em 2017 a justificativa foi que ambas gerariam milhões de empregos. Conversa fiada. O desemprego continuou como estava e os trabalhadores brasileiros perderam importantes direitos.

 

Aqui em Minas Gerais a situação não é diferente. Mesmo tendo sido o Estado que registou a maior geração de empregos formais neste ano no país, o número de desempregados ainda é muito grande. O governador Romeu Zema está tentando atrair novas empresas visando a geração de empregos e o aumento da receita do Estado. Em Araxá também existe um número considerável de desempregados, mas a situação tem melhorado bastante nos últimos meses e só não é melhor por causa da falta de qualificação profissional. Nesta semana participei de um café da manhã na Santa Clara Louças Sanitárias em que a empresa anunciou uma expansão que vai aumentar a sua produção e gerar 200 novos empregos diretos. Esse aumento da produção também vai gerar empregos indiretos na cidade.

 

Essa expansão da Santa Clara só não aconteceu antes por causa da incompetência do desgoverno petista de Fernando Pimentel. Há tempos essa e outras empresas do Distrito Industrial reivindicavam o aumento da oferta de energia elétrica para o local, mas a Cemig não tomou nenhuma providência para atendê-las. Nem mesmo a atuação constante do deputado Bosco a favor dessa reivindicação foi capaz de fazer com que a Cemig atendesse ao pedido dos empresários do Distrito Industrial. Agora a situação mudou com o araxaense Romeu Zema no comando do Governo de Minas. A Cemig já elabora o projeto de aumento da oferta de energia elétrica, que vai proporcionar a expansão da Santa Clara e de outras empresas. E também vai permitir a vinda de novas empresas para o Distrito Industrial. Isso tudo vai gerar mais empregos para Araxá.

 

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) também está em processo de expansão, o que já gerou centenas de novos postos de trabalho por meio das empresas terceirizadas contratadas para executar as obras. Porém, o preenchimento dessas vagas de emprego criadas pela expansão da mineradora evidenciou dois graves problemas em nossa cidade: a falta de qualificação profissional e o desinteresse dos araxaenses por serviços pesados. Esses problemas fazem com que as terceirizadas tragam pessoas de outras cidades para ocupar as vagas de emprego ofertadas por elas. Infelizmente existe uma dificuldade muito grande de preencher postos de trabalho braçal com araxaenses e essas vagas acabam ficando com os imigrantes.

 

Vejo as vagas de emprego disponibilizadas pelo Sine Araxá praticamente todos os dias. Existem vagas que demoram bastante a ser preenchidas justamente porque exigem qualificação profissional. Hoje os tempos são outros. É preciso se qualificar. Quem acha que dizer que faz qualquer coisa vai ajudá-lo a conseguir um emprego está muito enganado. Sem qualificação é muito difícil ter um emprego. O poder público, em todas as suas esferas, deveria investir pesado em projetos de qualificação profissional para que os cidadãos tenham a possibilidade de se qualificar para o mercado de trabalho. Araxá é uma cidade privilegiada por ter um Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente abastecido com milhões de reais todos os anos pela CBMM. Esse fundo banca projetos importantes como, por exemplo, os desenvolvidos pelo Instituto Apreender, que oferece qualificação profissional e estágios para adolescentes e jovens.

 

Araxá pode ter em breve a criação de centenas de vagas de emprego. Uma empresa canadense de batatas pré-fritas congeladas já demonstrou o interesse de instalar uma fábrica em nossa cidade que irá gerar cerca de 800 empregos diretos, fora os indiretos. A Prefeitura de Araxá será peça importante para a vinda dessa empresa, pois são necessárias contrapartidas do município para a instalação da fábrica. Também existe a possibilidade da implantação de uma montadora de aviões, a startup Desaer, que significará novos empregos. Porém, como é preciso que a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) ceda uma área ao lado do Aeroporto Romeu Zema para que a empresa se instale, a sua vinda ainda é uma incógnita. O governador Zema pode ser fundamental para a liberação dessa área que será muito importante para a economia da sua terra natal.

 

O orçamento municipal de R$ 460 milhões em 2019, grande parte por causa do nióbio, e a criação de novas vagas de emprego desde o início do ano mostram que Araxá é uma cidade privilegiada. É claro que existe um número considerável de desempregados em nosso município, mas a situação pode melhorar bastante com a vinda dessas novas empresas e, principalmente, com a qualificação profissional da nossa população. Afinal, não adiantará nada ter novos empregos se não existirem pessoas qualificadas na cidade para ocupá-los. Portanto, é hora dos araxaense se qualificarem pensando no futuro que está próximo. #QualificaçãoProfissional

 

Coluna #prontofalei publicada na edição nº 3767 do Correio de Araxá em 15 de junho de 2019

 

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