Vereador de Tapira é condenado a 26 anos de prisão pelo assassinato de Mariana Perdoná

O Tribunal do Júri condenou na última quarta-feira, dia 5, o vereador de Tapira, Cairo Luiz de Carvalho Assunção, a 26 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado, aborto e ocultação de cadáver da vítima Mariana Assunção Perdoná Gabriel, que tinha 27 anos. Cairo, que tem 25 anos, respondia o processo em liberdade.

 

Segundo a acusação, ela foi morta por Cairo no dia 14 de maio de 2012. A motivação teria sido a gravidez da vítima, que estava com três meses de gestação. Mariana apontava o acusado como pai da criança, que queria o aborto.

 

Ainda de acordo com a acusação, ela foi brutalmente espancada dentro do carro do autor, inclusive com lesões na cabeça, e depois de morta foi jogada de uma ponte . O corpo da vítima foi encontrado quatro dias depois do crime.

 

 

Em depoimento à polícia quando foi preso nove dias depois do crime, o acusado, que na época tinha 18 anos, relatou que Mariana teria pedido R$ 2 mil para abortar a criança. Durante o julgamento, ele negou que tenha matado a vítima.

 

O corpo de Mariana Perdoná foi encontrado na Comunidade das Palmeiras, em Tapira. De acordo com a polícia, havia sinais de espancamento e ela foi jogada de uma altura de 8 metros, já morta, de uma ponte sobre um córrego.

 

A defesa do vereador também negou as acusações, questionando que as provas apresentadas eram insuficientes para apontar Cairo como autor do crime.

 

Após a condenação, Cairo foi preso e encaminhado ao Presídio Regional de Araxá. A sessão presidida pelo juiz Cláudio Brasileiro durou cerca de 13 horas e foi concluída no período da noite.

 

 

A defesa do vereador relatou que vai recorrer da decisão.

 

 

Fonte: Portal Diário de Araxá com informações do repórter policial Willian Tardelli

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