Robson Magela fala da falta de medicamentos na UPA

Robson Magela. Foto: Ascom parlamentar.O vereador Robson Magela (PRB) falou sobre a falta de medicamentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ao usar a tribuna na reunião ordinária da Câmara Municipal realizada na última terça-feira, dia 26. Robson relatou que a UPA não tem paracetamol e dipirona, pois o Governo do Estado não está enviando os medicamentos que são de sua responsabilidade.  

 

O parlamentar contou que uma mulher levou o filho com 38,6 graus de febre até a UPA, mas a médica liberou o menino alegando falta de paracetamol. A médica pediu que a mãe comprasse o medicamento e fosse para casa dar o remédio para o filho, sendo que se a febre persistisse ela deveria levá-lo novamente para a UPA no dia seguinte. A mãe achou melhor levar o filho para Uberaba, onde ele foi diagnosticado com pneumonia.

 

“Fui informado na UPA que realmente não existe paracetamol e dipirona no estoque, pois esses medicamentos são enviados pelo Governo do Estado, que não está cumprindo com a sua obrigação”, disse o vereador.

 

Robson entende que a falta dos medicamentos é culpa do Governo do Estado, mas argumenta que diante desta situação a Prefeitura de Araxá precisa tomar uma providência. “Uma cidade que vai gastar R$ 10 milhões para construir um viaduto não pode deixar a UPA sem remédio, mesmo a culpa sendo do Governo do Estado”, cobrou o parlamentar.

 

Como uma licitação é demorada por ter prazos a cumprir, Robson sugeriu ao prefeito Aracely que seja feita uma compra direta, sem processo licitatório, conforme a legislação vigente. Ele informou que o artigo 24 da Lei de Licitações (Lei 8.666/93) diz que é dispensável a licitação nos casos de emergência, quando caracteriza urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízos às pessoas. 

 

“A falta de medicamentos em uma unidade de urgência como a UPA é uma situação emergencial que necessita ser resolvida com rapidez, pois o que está em jogo são as vidas dos pacientes. A Prefeitura tem dinheiro para comprar os medicamentos que o Governo do Estado não está enviando até que a situação seja regularizada. Essa compra tem que ser feita, pois o povo não pode ser prejudicado”, finalizou Robson.

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