#prontofalei – Policiais fizeram o que tinha de ser feito

Foto: Reprodução.O que era para ser mais uma comemoração do Dia das Mães em uma escola de Suzano, na Grande São Paulo, terminou com um bandido morto após uma tentativa de assalto. Uma das mães que chegava a escola era uma policial militar, que reagiu ao assalto e atirou no criminoso. O assaltante, que apontava uma arma para mulheres e crianças, foi atingido pelos disparos efetuados pela cabo da PM, mobilizado e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O vídeo da ação da militar foi mostrado à exaustão na TV e viralizou nas redes sociais. As cenas foram vistas e revistas por milhões de brasileiros.

 

No dia seguinte ao ocorrido em Suzano outra reação de um PM também ganhou as manchetes da imprensa nacional. Uma tentativa de assalto em uma farmácia no Guarujá, no litoral de São Paulo, também terminou com o bandido morto por um policial à paisana. As cenas gravadas pela câmera de monitoramento do estabelecimento mostraram a reação do policial. Neste caso o policial tentou se esconder do assaltante entre as prateleiras da farmácia, mas foi perseguido por ele. Ele reagiu e atirou no bandido, que morreu. Duas reações de policiais que estavam de folga e dois bandidos mortos. Tudo filmado. Muita gente viu. E muita gente opinou.

 

A maioria esmagadora da população brasileira aprovou e elogiou as condutas dos policiais militares. Uma minoria criticou. Porém, entre aqueles que aprovaram, a maioria comemorou as mortes dos criminosos e não o fato dos policiais terem defendido os inocentes que seriam vítimas dos assaltos. Nenhum policial sai de casa pensando que vai matar o primeiro bandido que ver pela frente. As reações dos policiais visaram proteger aquelas pessoas que estavam nos locais dos assaltos. As mortes dos bandidos foram consequências das reações dos militares. O ideal seria que os assaltantes fossem presos, condenados e cumprissem suas penas, mas isso não foi possível. Os policiais fizeram o que tinha de ser feito.

 

Estou entre aqueles que aprovam as reações dos dois policiais paulistas. Eles não tiveram outra alternativa a não ser atirar nos bandidos para impedir as ações criminosas. Os assaltantes estavam armados e podiam atirar em qualquer um, inclusive em crianças no caso da escola de Suzano. Os dois policiais agiram conforme o treinamento que receberam para situações de risco. E ainda tem uma situação que passou desapercebida para muitos que opinaram sobre os fatos. Se os bandidos tivessem identificado de imediato os dois policiais militares entre as pessoas que estavam nos locais do assalto teriam atirado neles para matá-los sem pensar duas vezes. Além de impedirem o assalto, os militares também defenderam as próprias vidas.

 

“Bandido bom é bandido morto” é jargão de político mediano que sonha em ser presidente da República e, na falta de um discurso que apresente soluções para os graves problemas de segurança pública do país, prefere usar frases de efeito que soam como música aos ouvidos de uma população cada vez mais encurralada pela criminalidade. Porém, um criminoso que saca um revólver e o aponta para pessoas inocentes com a finalidade de roubar o que é delas está sujeito a tudo, inclusive a levar um tiro de alguém que visa impedir a sua ação. Os dois assaltantes foram mortos em ações legítimas de policiais. Entre um bandido morto em uma tentativa de assalto e um inocente que perde a vida em uma ação criminosa, fico com a primeira opção.

 

Agora é importante destacar que a orientação da PM continua sendo para que as pessoas não reajam a assaltos. As duas reações destacadas nesta coluna foram de profissionais de segurança pública treinados para o manuseio de armas e para situações de risco. Só porque eles reagiram não quer dizer que o cidadão comum também pode reagir a um assalto a mão armada. Não pode, pois não tem o devido preparo. Quando for vítima de assalto, o cidadão comum deve manter a calma na medida do possível e observar características do bandido para repassá-las para a PM posteriormente.

 

Os dois policiais de São Paulo são heróis como muitos disseram nas redes sociais, mas não porque mataram os criminosos e sim por terem arriscado suas vidas para defender tantos inocentes. Como eu já frisei, as mortes foram consequências das suas ações legítimas na defesa da sociedade. Eles merecem todo o nosso respeito e homenagens, mas não aquela feita pelo governador de São Paulo, Márcio França, que quis apenas se capitalizar politicamente ao homenagear a policial de Suzano no Dia das Mães. Um desconhecido vice-governador até outro dia, França assumiu o Governo do Estado após a renúncia de Geraldo Alckmin, que vai ser candidato a presidente da República.

 

Ao invés de posar ao lado de uma heroína com a única intenção de atrair votos para sua tentativa de reeleição, o governador de São Paulo deveria valorizar mais os policiais e dar melhores condições de trabalho para eles. Isso vale também para o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que está sucateando as polícias do estado. Os policiais, assim como professores e outros servidores, estão recebendo seus salários parcelados há meses. E para piorar houve atraso no pagamento da primeira parcela dos salários neste mês, o que enfureceu ainda mais os indignados servidores estaduais. Em ano de Copa do Mundo, como este, os brasileiros torcem pela nossa seleção. Já os servidores do estado estão torcendo é para o ano acabar depressa e levar junto com ele o desgoverno Pimentel. #HeróisDeFarda

 

Coluna #prontofalei publicada na edição nº 3711 do Correio de Araxá em 19 de maio de 2018

 

Foto: Reprodução/Correio de Araxá.

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