Coluna Nilton Ribeiro – Linha do tempo do desenvolvimento da criança

Imagem ilustrativa.Muitos fatores influenciam o desenvolvimento de uma criança, principalmente as experiências sociais, como conversar, sorrir, o amor e a segurança que ela recebe. É importante lembrar que o desenvolvimento em algumas áreas influencia o desenvolvimento em outras. Por exemplo, as habilidades motoras contribuem para a capacidade de explorar o meio. Portanto, é preciso estar atento para intervir ou ajudar, se necessário.

 

 

Um desenvolvimento mais lento na parte motora também pode afetar a independência e autonomia de uma criança. Por exemplo, será mais difícil para ela se vestir sozinha, ou completar um jogo de inserir formas em buracos, construir com blocos etc. Destacarei alguns estágios do desenvolvimento da criança, para melhor entendimento.

 

 

Primeiramente falaremos sobre a comunicação, que começa quando seu bebê olha para você e sorri. Depois, aprende a balbuciar, em conversas com você. Ela diz respeito a todas as mensagens verbais e não verbais, desde que o ouvinte as entenda. A comunicação inclui ainda o entendimento de que cada um tem sua vez de falar, que você deve ouvir quando o outro fala e que se deve manter contato visual durante uma conversa para perceber se o outro entendeu a mensagem.

 

 

É fundamental que a criança aprenda a se expressar, seja por meio de palavras, gestos ou outras formas de linguagem. Para ajudar seus filhos, os pais devem estimulá-los sempre que possível, envolvendo-os em atividades que favoreçam o desenvolvimento da comunicação.

 

Imagem ilustrativa.

 

No estágio do desenvolvimento sócio-emocional, os bebês se encontram muito aptos, pois, chegam aos primeiros anos de vida ainda muito interessados em olhar rostos e outras crianças. Há o risco de alguns bebês priorizarem este tipo de atividade em vez da exploração de objetos, ou brinquedos, mas, isso acontecerá, quando o desenvolvimento motor estiver mais lento. É preciso que os pais e cuidadores estejam atentos a isso, para ajudar o bebê a manipular esses brinquedos e descobrir novas formas de utilizá-los.

 

 

Quanto ao comportamento, as rotinas no primeiro ano de vida é um passo importante no estabelecimento de limites e para ajudar a criança a controlar o próprio comportamento. É importante impor limites porque estudos demonstram que algumas crianças apresentam problemas de comportamento aos três anos de idade e, com isso, costumam progredir mais lentamente na escola, supostamente porque não conseguem ficar quietos em sala de aula, ouvir, e se beneficiar das oportunidades de aprendizagem

 

 

O controle motor e de nosso corpo influencia tudo o que fazemos. Os bebês nascem com pouco controle motor e, aos poucos, adquirem habilidades como sustentar a própria cabeça, rolar, sentar, se arrastar, engatinhar e andar. Eles também aprendem a segurar um chocalho e, aos poucos, adquirem habilidades para usar as mãos, braços e dedos para alcançar, segurar e fazer o movimento de pinça, adquirindo também o desenvolvimento motor fino.

 

 

Todos os bebês com qualquer alteração no desenvolvimento motor devem ser acompanhados por um fisioterapeuta especialista em crianças desde cedo, para estimular seu desenvolvimento motor amplo. Mais tarde, um terapeuta ocupacional poderá ajudar no desenvolvimento motor fino, como o uso de talheres, ou a habilidade de desenhar e escrever.

 

 

Imagem ilustrativa.O desenvolvimento cognitivo precoce chama-se desenvolvimento sensório-motor, pois se dá no período em que as crianças exploram o mundo com seus sentidos. Bebês tocam e pegam objetos, colocando-os em suas bocas. Dessa forma, eles aprendem como as coisas são, que gosto têm, como é o tato e o que podem fazer com elas. As informações adquiridas com todos os sentidos ajudam a criança a formar uma ideia do que é o objeto.

 

 

Em algumas crianças, há algumas questões sensoriais que também podem dificultar esse processo, como crianças que não gostam de ficar com as mãos molhadas, por exemplo.

 

 

Há o estágio em que as crianças aprendem sobre causa e efeito. Esse estágio acontece quando elas podem fazer um brinquedo se mover puxando a cordinha, ou fazer barulho balançando um chocalho e, em seguida elas começam a solucionar problemas simples, como encaixar a forma certa em um buraco. Neste estágio as crianças também aprendem sobre a permanência dos objetos, que as coisas continuam a existir, mesmo quando não são visíveis e começam a procurar coisas escondidas.

 

 

Elas também têm mais dificuldades com a resolução de problemas, à medida em que eles se tornam mais desafiadores. Nesse caso, as crianças se beneficiam de um “companheiro de brincadeiras”, que pode mostrá-las o que e como fazer, sem dominar a brincadeira.

 

 

Por fim, para se tornar independente, qualquer criança precisa desenvolver suas habilidades motoras finas. Portanto, algumas crianças vão demorar mais a segurar um copo sozinhas, ou uma colher, para poder comer sem ajuda. Mas o progresso também é influenciado pela prática, portanto, é importante deixar a criança se alimentar sozinha, mesmo que a bagunça seja muita. O mesmo princípio se aplica a deixar que elas escovem os dentes, lavem as mãos e tomem banho sozinhas, além de ir ao banheiro sozinhas. Elas vão levar mais tempo, mas vão aprender com a prática.

 

 

 

 

Nilton Ribeiro JuniorNilton Ribeiro. Foto: Divulgação.

Fisioterapeuta pediátrico no Centro de Atendimento a Criança (CAC).

Fisioterapeuta do GEPE (Grupo de Estimulação Precoce Essencial) e responsável pela avaliação Neuropsicomotora e acompanhamento de bebês de risco.

Fisioterapeuta no Centro de Especialização e Reabilitação de Araxá-MG/APAE (CER).

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