Coluna Nilton Ribeiro – Hidroterapia ou Hidroginástica: o que fazer?

Imagem ilustrativa.Muita gente confunde hidroterapia com hidroginástica. Ambas têm em comum a realização na água, mas possuem finalidades diferentes. A hidroginástica é uma atividade física realizada em piscina aquecida, que proporciona condicionamento físico geral, fortalecimento muscular e melhora da resistência cardiorrespiratória através de uma sequência de exercícios rítmicos executados numa intensidade moderada e de forma ininterrupta. 

 

A hidroterapia, por sua vez, é um recurso da fisioterapia que utiliza as propriedades da água na prevenção e no tratamento de diversas patologias. Consiste na realização de exercícios específicos em piscina coberta e aquecida, visando obter uma melhor e mais rápida recuperação do paciente. 

 

Entre seus benefícios, destacamos o relaxamento muscular, alívio da dor, diminuição de edemas, ganhos de amplitude de movimento e ganhos de força muscular. A hidroterapia é indicada para todas as áreas da fisioterapia que envolve problemas de ordem traumato-ortopédicos, esportivos, neurológicos, reumáticos, estéticos e etc. As indicações mais comuns são lombalgias, cervicalgias, artrose, bursites, hérnia de disco, AVC, paralisia cerebral, lesões traumáticas como entorses, fraturas, luxações, pré e pós-operatórios, entre outros. 

 

A hidroterapia para gestantes deve ser indicada pelo obstetra e, normalmente, é usada para melhorar a circulação do sangue, reduzir o inchaço das pernas e diminuir a dor nas costas, pés e joelhos, por exemplo. 

 

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Atletas que sofreram lesões também são beneficiados com a hidroterapia ao alcançar melhora considerável das funções e da mobilidade em um ritmo acelerado durante o processo de cicatrização. 

 

O tratamento é realizado por um fisioterapeuta que, após avaliação, determina as metas e condutas a serem seguidas de forma a acelerar e facilitar a reabilitação. Uma grande vantagem da reabilitação na água é a diminuição do peso corporal, que permite uma maior liberdade de movimento, possibilitando trabalhar grandes grupos musculares em amplitudes e direções diferentes de forma segura. 

 

A água é um dos meios de cura, um veículo de calor ou frio para o corpo. Aplicada ao corpo, opera nele modificações que atingem em primeiro lugar, o sistema nervoso, o qual, por sua vez, age sobre o aparelho circulatório, produzindo efeitos sobre regularização do calor corporal. As reações da aplicação da água são, portanto, três: nervosa; circulatória e térmica. 

 

Imagem ilustrativa.O sistema nervoso sensitivo, excitado na totalidade das suas ramificações periféricas, é estimulado e melhorado nas suas funções, produzindo, no indivíduo, uma sensação de bem estar, e a pessoa se sente reanimada, alegre disposta para o trabalho. O sistema nervoso recupera o seu tom. Por isso se pode dizer que a água fria é um tônico para o sistema nervoso. 

 

A Fisioterapia utiliza diferentes combinações de exercícios na água quente e fria, tornando a utilização da água, tanto em piscinas quanto em banheiras terapêuticas, um dos recursos mais famosos e utilizados por profissionais fisioterapeutas pelas suas propriedades físicas, além de proporcionar prazer ao paciente. 

 

A fisioterapia aquática não deixa de ser uma atividade física e, desse modo, apresenta algumas restrições à prática. É o caso, por exemplo, de pacientes com problemas de pele, nas unhas ou qualquer tipo de ferida aberta, pois além da água prejudicar o quadro, o ambiente de tratamento (a piscina) é de uso comum, sujeitando outros pacientes ao risco de contaminação. 

 

Portanto, a escolha da hidroterapia ou hidroginástica, não dependerá de você. A escolha do seu tratamento partirá do seu médico que irá escolhê-lo de acordo com sua patologia e quadro clínico atual. 

 

 

Nilton Ribeiro. Foto: Divulgação.Nilton Ribeiro Junior 

Graduado em Fisioterapia pelo Uniaraxá. 

Fisioterapeuta pediátrico no Centro de Atendimento a Criança (CAC). 

Fisioterapeuta responsável pelo GEPE (Grupo de Estimulação Precoce Essencial) e pela avaliação Neuropsicomotora e acompanhamento de bebês de risco. 

Fisioterapeuta no Centro de Especialização e Reabilitação de Araxá-MG (CER). 

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