Julgamento do acusado de matar Tulinho Maneira será realizado novamente

Tulinho Maneira. Foto: Arquivo.O jornal Correio de Araxá informou em sua edição nº 3618, que foi para as bancas no último sábado, dia 6, que o julgamento do homem acusado de ser o assassino do ex-radialista e assessor parlamentar Tulinho Maneira foi anulado definitivamente e será realizado novamente. No julgamento ocorrido em dezembro de 2014, o acusado foi absolvido pelo Tribunal do Júri. Porém, o Ministério Público apresentou um recurso de apelação pedindo a anulação do julgamento.

 

Leia a reportagem do Correio de Araxá:

O acusado de ter assassinado o assessor parlamentar, Túlio Maneira, de 46 anos, em 2012, foi absolvido no Tribunal do Júri da comarca de Araxá em 2014. No julgamento, foram sete jurados que julgaram a vítima. A época, o juiz fez quatro perguntas ao júri: A vítima foi alvo de disparos? Quatro jurados responderam que sim. Esse disparos de arma de fogo mataram a vítima? Quatro jurados responderam que sim. O acusado foi o autor dos disparos? Quatro jurados responderam que sim. O acusado deve ser absolvido? Quatro jurados responderam que sim.

O Ministério Público entendeu que houve, no mínimo, um erro de interpretação do júri, já que a maioria tinha considerado o acusado como o autor dos disparos, porém, na última pergunta, o júri acabou o absolvendo.

O Ministério Público impetrou recurso em segunda instância, e este recurso foi julgado em fevereiro, por três desembargadores. Dois desembargadores optaram por cancelar o julgamento e a defesa do acusado entrou com o que é chamado de embargos infringentes, para anular a decisão dos dois desembargadores, visto que não tinha sido uma decisão unânime dos três magistrados.

Na última quinta-feira, 4 de agosto, os embargos da defesa foram analisados por cinco desembargadores, que rejeitaram o pedido, portanto, o julgamento de 2014 está anulado. A expectativa é de que em até cinco meses o processo, que se encontra em Belo Horizonte, retorne para a comarca de Araxá para a marcação de um novo julgamento. A família da vítima espera que o julgamento seja marcado ainda em 2017.

Crime

Túlio Maneira foi assassinado ao chegar em casa por volta das 23h, após guardar o carro na garagem. Ele morava com a mãe e foi encontrado por um dos irmãos. A Polícia Civil informou que ele foi morto com cinco tiros.A vítima era radialista, assessor de comunicação da Prefeitura. O último cargo dele foi de assessor de comunicação do deputado federal Diego Andrade. Túlio era separado e deixou um filho. Pistas do suspeito apareceram quatro meses depois do crime.O delegado que investigou o caso na época, Heli Andrade, suspeitava que o crime tivesse sido motivado por ciúmes da irmã do suspeito. Os investigadores acreditavam que o motorista agiu sozinho e que o crime tinha sido planejado desde 2010, quando, segundo o delegado, a vítima fez diversas ligações para a irmã do suspeito. A confirmação de alguns detalhes do homicídio veio por meio de um companheiro de cela do suspeito e de ligações do assessor rastreadas neste período. Na época, o delegado informou também que existiam indícios de que o carro do homem preso havia sido utilizado no dia do crime.

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