Decreto do prefeito Jeová confirma que área da Cemig que a Prefeitura vai comprar por R$ 600 mil não é para a Cidade Gastronômica

Eu e meus irmãos crescemos ouvindo o nosso saudoso pai sempre dizer que mentira tem pernas curtas. E ele tinha razão. Como tudo mundo sabe o principal argumento usado pelo Governo Municipal para conseguir a aprovação do projeto que autoriza a Prefeitura de Araxá a comprar uma área da Cemig por R$ 600 mil foi que no local seria construída a Cidade Gastronômica. Esse argumento foi constantemente repetido pelos vereadores governistas. Acontece que até uma criancinha de dois anos de idade já estava cansada de saber que na verdade o prefeito Jeová (PDT) queria comprar a área para doá-la à Cervejaria Wäls. Poucas horas depois do projeto da compra da área ser aprovado na última sexta-feira, dia 30, chegava às bancas da cidade a nova edição do Jornal Interação, que publica os atos oficiais da Prefeitura Municipal e trouxe um decreto que visa desapropriar uma área de 140 mil metros quadrados ao lado da área da Cemig. Não precisa ser nenhuma Mãe Diná pra saber que essa área sim é para a implantação da Cidade Gastronômica.


O decreto municipal nº 584 assinado pelo prefeito Jeová e datado de 14 de agosto deste ano, que está publicado nas páginas 6A e 6B da edição nº 535 do Jornal Interação, dispõe sobre desapropriação de imóvel.  O chefe do Executivo decreta que fica considerada de utilidade pública para efeito de desapropriação uma área de cerca de 140.000m² localizada bem ao lado da área de 22.555m² da Cemig que a Prefeitura de Araxá vai comprar com a concordância de dez dos quinze vereadores da cidade. A justificativa apresentada no final do decreto é que a área será utilizada como zona de expansão urbana. O decreto ainda informa que as despesas com escrituras e registro da área serão de responsabilidade da Prefeitura Municipal. Além de gastar R$ 600 mil dos cofres públicos para dar a área da Cemig à cervejaria, Jeová agora vai usar alguns milhões de reais para desapropriar a área pertencente a alguns herdeiros utilizando novamente a mesma justificativa manjada de implantar a Cidade Gastronômica.


A área que a Prefeitura de Araxá vai comprar da Cemig não tem nenhuma ligação com a av. Geraldo Porfírio Botelho. Já essa área que o prefeito vai desapropriar faz divisa com a avenida e também com a propriedade da Cemig. Ou seja, a área que vai custar alguns milhões de reais do dinheiro do povo ligará a área que Jeová vai comprar para a Cervejaria Wäls até a avenida conhecida como Araxá-Barreiro. É nesta área a ser desapropriada que o Governo Municipal pretende implantar a Cidade Gastronômica, cujo projeto será realizado pelo arquiteto Gustavo Penna. A área que o prefeito vai comprar com R$ 600 mil dos cofres públicos será doada em seguida para a Cervejaria Wäls, que pretende instalar uma fábrica de cerveja artesanal no local. O que dirão agora os vereadores governistas que nas últimas semanas repetiram a ladainha de que a área da Cemig não era para a cervejaria e sim para a Cidade Gastronômica? Certamente inventarão alguma outra ladainha para tentar ludibriar a opinião pública.


A implantação da Cidade Gastronômica vai consumir milhões de reais dos cofres públicos. Isso sem contar que já é dado como certo que a Prefeitura de Araxá firmará uma parceria público-privada (PPP) com a Cervejaria Wäls para que a fábrica de cerveja artesanal seja instalada em nossa cidade. A contrapartida da Prefeitura Municipal em caso de PPP será de no mínimo R$ 6 milhões. É muito dinheiro para ser gasto em algo que não é prioridade e nem tem o apoio maciço dos araxaenses.  Além disso, a derrubada das emendas que davam transparência ao projeto da PPP, a dedicação desproporcional do prefeito para conseguir a aprovação da compra da área da Cemig, o fato de ninguém ter visto até hoje o projeto da tal Cidade Gastronômica e todas as mentiras ditas sobre o assunto até agora pelo Governo Municipal fazem com que o povo de Araxá fique com os dois pés atrás sobre as reais intenções de Jeová e sua turma. A mentira é inimiga da verdade e, como dizia meu pai, sempre tem pernas curtas.

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